Trabalhar com Games

Há diversas opções para quem quer trabalhar com games. Primeiramente é importante estar ciente se seu objetivo é ter um trabalho em tempo parcial ou integral.
Se está procurando por um trabalho em tempo parcial, ele será para seu sustento ou para ter uma renda extra?
Pretende trabalhar para uma empresa pequena em projetos menores? Para uma grande empresa em projetos maiores? Terá vínculo empregatício ou trabalhará como autônomo/freelancer?
Produzirá conteúdo autoral ou prestará serviços para ajudar outros desenvolvedores?
Vê? Há muitos aspectos a considerar antes de tomar essa decisão.
Depois que você se decidiu em que aspecto do desenvolvimento se especializará (arte, áudio, programação, game design, etc.) ou se será um generalista (aquele que entende dois ou mais aspectos do desenvolvimento) é hora de se decidir como irá atuar no mercado de trabalho.

Especialista

Se especializa em um aspecto e se torna “expert” naquilo. O artista gráfico por exemplo pode se especializar em modelagem de personagens em 3D e o game designer em level design.
Não há limites para o nível de especialização de um especialista. Normalmente é contratado para resolver problemas bem específicos.
Generalista
Por conhecer duas ou mais áreas do desenvolvimento é capaz de interligar e servir como uma ponte entre a equipe. Para ele é mais fácil produzir conteúdo da própria autoria já que é capaz de assumir diversos papéis.
Pelo lado negativo, dificilmente consegue se aprofundar em uma área tanto quanto o especialista.

Vínculo Empregatício

Como a indústria de games no Brasil ainda está em fase inicial, o profissional que deseja trabalhar como assalariado pode enfrentar algumas dificuldades para conseguir uma vaga no Brasil.
A maior parte dos estúdios de desenvolvimento de games são pequenas e estão concentradas em São Paulo (claro que também há estúdios em outras cidades, mas a maioria é em São Paulo!), portanto isso pode ser um problema para quem não mora lá ou não tem disponibilidade para se mudar.
Felizmente ao longo dos últimos anos algumas grandes empresas fora do país têm demonstrado interesse pelos talentos do Brasil e oferecido vagas de emprego. Entretanto, para quem quer trabalhar na indústria internacional, é importante ter em mente que dependendo do país, o processo de imigração pode ser criterioso, burocrático e demorado. A melhor dica que posso dar é se preparar desde cedo!

Autônomo / Freelancer

Trabalha prestando serviços sem vínculo empregatício. Normalmente é contratado por uma empresa pequena ou média para resolver problemas específicos ou auxiliar em projetos de curta a longa duração.
Pelo lado positivo pode gerenciar sua própria agenda, trabalhar em projetos que mais lhe interessem, trabalhar de casa ou de qualquer lugar através da internet e tem certa liberdade para realizar seu próprio trabalho.
Por outro lado é muito dependente de uma boa rede de contatos, precisa ser muito disciplinado e deve cuidar muito bem das suas finanças.

Desenvolvedor Independente

O sonho de muitos desenvolvedores é trabalhar para si mesmo, produzir seus próprios jogos e vendê-los. É exatamente o que o desenvolvedor independente é capaz de fazer.
Normalmente atua com outros desenvolvedores independentes em pequenas equipes. Também pode trabalhar com advergames (jogos de propaganda).
Aqui apenas arranhamos a superfície do que é trabalhar com games, mas felizmente é o bastante para ter uma visão geral de como funciona esse mercado.

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